
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
A Música e os Elementos

sábado, 3 de outubro de 2009
Astrologia e os Números

Na medida em que a humanidade foi evoluindo, alguns símbolos, ainda hoje encontrados nas cavernas preservados pelo tempo, e usados para expressar as idéias daquele homem primitivo transformou-se lentamente em números. Aquela ciência, no seu início, foi baseada não só em símbolo gráfico (número), mas também em valor quantitativo (tal como dois mais um são três), o que permanece até hoje, porque os símbolos têm valor metafísico, com significação interna dinâmica, com inúmeras outras características, além daquelas comuns e corriqueira. Muito antes que os alfabetos fossem inventados, os símbolos (e os números) foram estudados.
Os símbolos astrológicos são constituídos por vários grupos e fatores (planetas, polaridades, ritmos, elementos, signos) e são sintetizados e interpretados e daí vem a parte dinâmica, relativa ao caráter do prognóstico.
Tal como os números, a Astrologia é um instrumento de informação. Cabe à pessoa que solicita qualquer interpretação, as decisões que devem ser tomadas.
Em sua formulação original, os Planetas apresentavam uma estreita relação com os Números, tendo em vista que ambos, Planetas e Números, são símbolos energéticos.
O Sol - simboliza o espírito, bem como a busca pelo contato com o Eu interior. É a nossa vitalidade, e a nossa necessidade de experiências, poder e modo de expressão, criatividade, dignidade e autoridade. Está relacionado com o número 1.
A Lua - representa a imaginação, assimilação das coisas, sensibilidade e auto-imagem, o psiquismo e a receptividade; a mãe, o povo. É a personalidade, nossas energias mais básicas, o ambiente mais próximo e fundamental. Relacionada com o número 2.
Júpiter - significa o princípio da expansão e crescimento, senso de lei e de justiça, benfeitor e guru, otimismo e nobreza, generosidade, alegria e autoconfiança. Relacionado ao número 3.
Urano - representa a originalidade e as mudanças repentinas, a impessoalidade e a visão superior. Relacionado ao número 4.
Mercúrio - simboliza o nível da Alma no Microcosmo. Mercúrio ou Hermes, é o Elo entre os mundos, o Mensageiro dos Deuses. Relacionado ao número 5.
Vênus - representa o sentido estético, as artes, os sentimentos, a afetividade, a graça, o amor, os relacionamentos, beleza, equilíbrio, voluptuosidade, afeição. Relacionada ao número 6.
Netuno - é o sentido místico, a devoção e a sutilidade. A imaterialidade e a dissolução das formas, a revelação, a mediunidade e o amor celeste. Trazem percepções e supraconciência, as drogas e os fenômenos psíquicos. Analogia com a Lua e Vênus. Polaridade negativa.
Plutão - é a renovação e a regeneração, o descobrimento do Eu, o despertar das energias latentes, a transmutação, explosões, buscas internas, iniciação, yoga. Não é realmente um planeta, mas uma esfera de transição ou intermediária entre satélite e planeta. Analogia com Mercúrio e Marte. Polaridade positiva. Netuno e Plutão estão relacionados com o número 7.
Saturno - significa senso de responsabilidade e autodisciplina, capacidade de concentração e de investigação, prudência, profundidade, provas e obstáculos. Está relacionado com o número 8.
Marte - é a atividade, o dinamismo, a individualidade, a sede de conquistas e a coragem. Vontade bruta, arrojamento e energia. Símbolo tradicional do masculino, rege também sobre a guerra (ideológica) e o heroísmo. Número 9.
Rejane Woltz Barbisan
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
OS ECLIPSES NA ASTROLOGIA
Eclipse é um fenômeno astronômico que caracteriza o ocultamento do Sol ou da Lua. Ocorre por ocasião da Lua Cheia – eclipse lunar – ou da Lua Nova - eclipse solar. Para que aconteça, os três astros – Sol, Terra e Lua – precisam estar perfeitamente alinhados.
Durante muitos séculos os eclipses foram considerados mensageiros de mudanças, crises e calamidades, desgraças e catástrofes e seu significado básico é o esquecimento, ocultamento, intensificação de crise, aceleração, inversão e mudanças bruscas e inesperadas.
Na atualidade, embora prestando atenção ao fenômeno e suas correlações, tiramos o caráter dramático da palavra eclipse, que significa desmaio (perda de luz).
Os eclipses lunares provocam o confronto entre passado e futuro. Hábitos, apegos e experiências baseadas em comportamentos já conhecidos devem ser substituídos e abrir espaço para novas tentativas e possibilidades e nos guiar e libertar de erros e pesos de experiências anteriores. A sua natureza é imprevista e os efeitos são inesperados.
O eclipse lunar provoca uma carga adicional nas nossas emoções. Devido à intensidade dos sentimentos que surgem, podemos tentar buscar apoio e segurança que são ilusórios. Durante a vigência do eclipse passamos por uma limpeza. Finalizações, encerramentos e perda de coisas podem ocorrer, porque acontece uma espécie de desligamento da memória.
O eclipse solar é visto de maneiras diferentes dependendo do ponto de observação da Terra. Ele provoca um confronto entre passado, presente e futuro, mas geralmente é o passado que vence. No seu período de vigência, dominará a memória e as influências do passado. Lembranças de velhos assuntos, de problemas e sentimentos voltam para nos assombrar a mente.
Hábitos e reflexos condicionados ganham força e fica mais difícil rompê-los. Como o Sol é parcial ou totalmente ocultado é a vitalidade que pode ser mais intensamente afetada. Como ele também representa a luz da consciência, a nossa clareza e capacidade de julgamento podem estar prejudicadas. As avaliações feitas neste período serão incompletas e distorcidas. As decisões raramente serão certas e sábias, pois não vemos as coisas sob uma perspectiva objetiva.
Os astrólogos observam principalmente se um eclipse irá ativar uma determinada área do mapa astrológico de um país ou chefe de governo, para avaliar possíveis eventos críticos naquele período. O simbolismo depende também do tempo de duração, que varia de um eclipse para outro e de um tipo para outro. No solar, a correspondência é entre horas e anos.
Rejane Woltz Barbisan
Astróloga – Bacharel em Direito